05/03/2010
Casa é o lar de quem não tem lar.

Casa é o lar de quem não tem lar
Uma obra de cunho social e educativo que oportuniza uma nova chance aqueles que às vezes ficam esquecidos nas ruas ou carentes de carinho e proteção. Esse é o trabalho da Casa Lar Irmã Carmem, que há quinze anos resgata vidas de crianças e adolescentes através de programa de abrigo e demais projetos sociais.
O maior objetivo é acolher, fortalecer e restaurar vínculos familiares, sociais e a cidadania oferecendo oportunidades para a (re) inserção na família de origem ou substituta e para garantias de acesso a rede de políticas públicas. A entidade já acolheu centenas de crianças desde a sua fundação.
Nessa segunda série da reportagem vamos continuar mostrando o trabalho de pessoas sérias e comprometidas com o bem estar das ‘nossas sementes do amanhã’.
A maioria dos abrigados possui vínculo familiar, porém suas famílias biológicas não têm condições econômicas, sociais e psicológicas para manutenção dos filhos, que permanecessem no abrigo o período necessário para retornar em segurança ao convívio familiar, seja retornando à família biológica ou para uma família substituta através de guarda, tutela ou adoção.
Existem casos de crianças que permanecem indo e vindo para a Casa Lar, uma situação que preocupa a psicóloga Maria Regina Batista, que há seis anos trabalha na instituição.
A reportagem constatou que nesse grande lar, tudo acontece normalmente, como na maioria das casas, com horários, limites, disciplina, responsabilidade, lazer e uma dose grande de diálogo e ajuda. “Ouvir o relato deles, contado olho no olho, muitas vezes em meio a muito choro e abraços, transformou nossas vidas. Nos fez ter consciência de nossas responsabilidades e do quanto podemos intervir na realidade, se sairmos da simples retórica, deixando de lado o tolo discurso de culpar governantes, políticos, juízes,por tudo que acontece com estas crianças”, diz o diretor da Casa Lar, João Izé Rosa.
Quem também quiser ajudar a transformar o mundo para melhor, pode colaborar com a Casa se informando pelo fone 3522-0130.
Na terceira e última reportagem da série, você vai acompanhar relatos emocionantes.
Fonte: Correio do Sul.
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